Jamais
ouvi dizer que as pessoas odiosas e iradas tenham construído algo de bom. Nem
mesmo para suas próprias vidas. Uma simples reflexão da vida de pessoas que
vivem com rancor, por si só demonstra o que têm: tanto por dentro quanto por
fora em sua alma e em sua vida.
O
mundo já provou de guerras e de revoluções, e o resultado só trouxe um legado
de mortes e destruição e, tudo por ser refeito, como se todos começassem do
nada. O “nada”, absolutamente “nada” é o resultado de toda e qualquer ação de
pessoas que agem com ódio, ira, rancor, sem objetivos para vida, especialmente
para suas próprias vidas.
É
comum no mundo político, e vemos isso de forma clara, que pessoas que buscam
alcançar o poder, quando não possuem projetos para compartilhar com a
sociedade, quando não possuem história de vida e trabalho, buscam sempre o
caminho da ofensa moral, da desestabilização, da revolução; e como não tem nada
para apresentar, trata a todos como “canalhas”, “corruptos”, “ladrões” e assim
por diante. Mas não tem nada por dentro, nada para apresentar, nada para
acrescentar, não contribuem com nada, a não ser a busca incessante de um clima
de instabilidade e descrédito.
No
momento em que nossa cidade precisou de um somatório de forças, no momento em
que nossa cidade foi destruída de forma sobrenatural pelas forças da natureza,
alguns preferiram empunhar a bandeira da discórdia, criar um clima de
desesperança, criar espaços para usar do sofrimento de nossa população para
surgirem como se salvadores da pátria fossem. Suportar e superar essa
mesquinharia têm sido um fado enorme, porque pessoas assim não medem
consequências e não têm nada para perder.
A
cidade sofreu, nossa comunidade vem sofrendo. Mas Bom Jardim não parou. A
destruição não atingiu somente as localidades por onde as águas violentas de
janeiro deixaram o rastro de destruição. Todos os distritos dessa cidade, por
onde quer que se possa pensar, foram violentamente atingidas, as estradas
destruídas, a infraestrutura da cidade afetada, em fim, necessário dizer por
que, muitos não têm conhecimento do que ocorreu fora do eixo em que as águas
passaram.
Logo
de imediato começaram alguns políticos a vender a ideia de que o Prefeito
Afonso Monnerat havia deixado o cargo de Prefeito no momento em que a cidade
mais precisava dele. Ledo engano. Primeiro e acima de tudo, é necessário ter
coragem e muita coragem, além de enorme senso de responsabilidade para se
assumir um cargo no Estado diante da gravidade dos problemas que surgiram em
toda a região serrana. Ao contrário seria muito cômodo ficar cuidando só de Bom
Jardim.
Não
gostaria sequer imaginar como estaria a nossa cidade se a frente da Secretaria
de Estado estivesse algum outro político sem nenhum vínculo com nossa cidade.
Não tem sido nada fácil, mas Bom Jardim só avançou e vem se recuperando
gradativamente graças ao trabalho e a coragem do Prefeito Afonso de ter
assumido a Secretaria de Estado para recuperação da região serrana.
O
Prefeito Paulo Barros assumiu não com o compromisso, não com a promessa, por
que seria desnecessário. Assumiu com a certeza de que teria de dar continuidade
a todo o trabalho que já vinha sendo feito e por isso nada mudou. Sabia junto
com todos os que se juntaram para unir forças, que as dificuldades e as criticas
seriam enormes, sabia que muitos iriam se aproveitar do momento para
ressurgirem das cinzas para serem os salvadores da pátria. Meu Deus! Quanto
difícil foi suportar esse ódio com que algumas pessoas se aproveitaram da
tragédia e tendo de trabalhar com paz na cabeça e com objetivo seguro.
A
ponte foi motivo de dezenas de especulações, foi motivo de divulgação de
inúmeras inverdades. E a ponte está terminando. A ponte que não é de
responsabilidade do Município; mas a luta travada para que ela se concretizasse
teve a constante interferência do Prefeito e do Prefeito, ou seja, de Paulo
Barros e de Afonso Monnerat. Ela vai ser inaugurada talvez a contra gosto
destes mesmos políticos que torciam para que as coisas dessem erradas e que a
ponte não ficasse pronta nem tão cedo. Apostaram errado. Nesse sentido temos de
entender que pontes não caem do céu ainda mais diante da catástrofe que se
abateu sobre nós.
Não
obstante a isso, as pontes que eram de obrigação do Município foram feitas,
ajudaram a desafogar o trânsito e a vida das pessoas, o Município construiu a
ponte da Barra de Santa Tereza, construiu uma passarela no Campo Belo,
construiu pontes nos distritos e luta pela recuperação das estradas. O
Município perdeu máquinas, caminhões e diversos veículos, e o Município ganhou
e comprou mais máquinas, caminhões e veículos, porque tinha peso político para
receber doações do Estado e tinha recursos em caixa para comprar o que era
necessário.
As
comunidades de Campo Belo, Barra de Sta. Tereza e de São Miguel sofrem com o
transtorno do trânsito pesado e constante, mas carros e caminhões não voam,
eles têm de passar por algum lugar e esse transtorno é a parte que cabe a toda
sociedade até que se restabeleça a normalidade que já se vem conseguindo.
Muitas são ruas que estão sendo recuperadas, que também causa transtornos, mas
estão sendo recuperadas porque o Município sabe que não pode abandonar a
infraestrutura e, só há transtorno porque há serviço sendo prestado, serviço
que causa poeira, lama, incômodos, mas serviços essenciais para que a cidade
não inunde como comumente vemos em outros municípios. É a parte que nos cabe.
Cansados
com assunto de ponte, algumas pessoas começaram a tentar vincular nosso
Município com os problemas que estão ocorrendo em municípios vizinhos em que
nada foi feito ainda sobre os quais há graves denúncias de desvios de recursos
destinados a enchente e, já tendo sido afastados 2 prefeitos de cidades
vizinhas. Tentam comparar estes Municípios com o nosso. Mais um tempo perdido,
porque as prestações de contas do Município estão sendo analisadas da mesma
forma que dos demais Municípios e tem sido aprovada e, por conta dessas
aprovações que o Município vem conseguindo mais recursos de convênios com
Estado e Governo Federal. Por isso Bom Jardim continua caminhando e se
reerguendo mesmo a contra gosto daqueles que estão fazendo a política do caos.
Entre
Dezembro e Janeiro, antes mesmo a data em que ocorreu a catástrofe, nossa
cidade irá inaugurar obras de extrema importância, fruto do trabalho continuado,
da coragem de seguir adiante, da paciência em ouvir todas as críticas e do
desejo de devolver a cidade a paz e a tranquilidade que nos são comuns. A
população de nossa cidade saberá distinguir entre todos aqueles que buscaram
somar esforços e superar as barreiras e aqueles que pelas esquinas, redes
sociais e reuniões fechadas apostaram no caos e vem propagando o caos com
divulgação de fatos inverídicos, com mentiras, com despeito, e desrespeito a
população que ainda sofre e as pessoas que estão a frente desse trabalho de
reerguer nossa cidade.
Por
isso, importante uma reflexão sobre Bom Jardim nesta última década. Importante
uma reflexão sobre tudo aquilo que se avançou, sobre tudo aquilo que se
reconstruiu antes da catástrofe e sobre tudo aquilo que se pôs a prova depois
da catástrofe, principalmente porque, nossa cidade vem enfrentando todo esse
sofrimento com muita responsabilidade e, sem se importar com o que diz e
propaga os agentes do caos, porque estes não têm mais nada para contribuir com
nossa população.
(*) Vitor
Lourenço é advogado e presidente do Bom-Previ, Instituto de Previdência dos
Servidores Públicos de Bom Jardim.
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